Terça-feira, 27 de Março de 2012
O Porquê da Partcipação das Mulheres na Greve Geral I

Ofensiva social e laboral

Os conteúdos gravosos das propostas de alteração da legislação laboral, acordados entre o Governo PSD/CDS-PP, patronato e UGT, para votação na Assembleia da República, em simultâneo com o ataque aos serviços públicos, às funções sociais do Estado e o agravamento geral do custo de vida, são razões fundamentais para uma forte participação na greve geral, oportunamente convocada pela CGTP-IN.

 

Esta ofensiva social e laboral faz parte de um processo mais vasto de retrocesso civilizacional, de ataque ao emprego, de alargamento da pobreza e das desigualdades, de fragilização da democracia, de destruição do aparelho produtivo, de afrontamento aos valores de Abril e ao projecto de sociedade consagrado na Constituição da República Portuguesa.

 

Por isso fazer greve geral significa rejeitar este rumo de recuo histórico nos locais de trabalho e no País e persistir na defesa dos direitos conquistados e consagrados na contratação colectiva, dos valores de progresso social, do futuro dos trabalhadores e das futuras gerações, da própria independência e soberania nacionais.

Fátima Messias, da Comissão Executiva da CGTP-IN


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Sexta-feira, 19 de Março de 2010
Carta ao Director

Duas notas a propósito da (não) abordagem do «Jornal do Centro» aos 100 anos do Dia Internacional da Mulher, o que lamento.

1. A proposta de criação de um Dia Internacional da Mulher foi apresentada em 1910, na 2.ª Conferência Internacional de Mulheres, pela alemã Clara Zetkin. A referida Conferência teve lugar em Copenhaga, em Agosto de 1910, e precedeu o Congresso da II Internacional. Presentes 100 delegadas oriundas de 17 países, que aprovaram resoluções contra a invasão da Finlândia pelas tropas russas, pela manutenção da paz, pela protecção social das crianças e das mulheres trabalhadoras e pelo sufrágio universal das mulheres.

A proposta de Clara Zetkin de criação de um Dia Internacional da Mulher estipulava uma acção internacional comum pela emancipação das proletárias e pelo sufrágio universal: «Em acordo com as organizações políticas e sindicais do proletariado nos seus respectivos países, as mulheres socialistas de todos os países organizarão todos os anos um dia das mulheres que, em primeiro lugar, será consagrado à propaganda a favor do voto das mulheres (…). Este dia das mulheres deve ter carácter internacional e ser cuidadosamente preparado».

2. O que me leva à segunda observação. O Dia Internacional da Mulher no distrito de Viseu foi festa, alegria e convívio. Mas também luta, debate e reflexão. Neste ano de centenário subsistem, em Portugal também, discriminações, desigualdades, novas formas de obscurantismo. 

Assistimos à degradação generalizada das condições de vida, com sucessivos aumentos dos bens essenciais e dos serviços públicos sem aumentos salariais condignos. As mulheres em Portugal são as primeiras a serem despedidas, são a maioria dos desempregados deste país. As mulheres recebem cerca de 30% a menos dos salários dos homens e 60% das reformas. A maternidade está mais penalizada, aumentam as ameaças à igualdade e qualidade de vida das mulheres. 

Como se vê por este breve resumo existem muitas e variadas razões para as Mulheres assinalarem o seu dia, o 8 de Março.

 

Mafalda Serralha (Núcleo do Movimento Democrático de Mulheres de Viseu)

In jornal "Jornal do Centro" - Edição de 19 de Março de 2010

 

 


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Sábado, 6 de Março de 2010
O MDM tem como objectivos fundamentais:

 

• Unir as mulheres na defesa dos seus direitos e interesses como cidadãs, trabalhadoras e mães;

• Pugnar por uma sociedade promotora da igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, denunciando e lutando contra todas as formas de discriminação política, social, económica, étnica, de deficiência, de religião ou crença, de orientação sexual, que atingem as mulheres;

• Promover uma maior consciencialização das mulheres sobre os problemas políticos, sociais e económicos, designadamente quando são fundamento de discriminações sexistas;

• Lutar pelo direito ao trabalho, contra a discriminação salarial, pela criação de condições efectivas que permitam a realização de uma vida pessoal de qualidade;

• Defender a participação das mulheres, em igualdade, nos centros de decisão e de poder nas áreas profissional, social, cívica e cultural;

• Denunciar e lutar contra todas as formas de violência que atingem as mulheres e ferem a sua dignidade;

• Defender os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, pugnando também pelo reconhecimento, na prática, da função social da maternidade/paternidade;

• Estabelecer relações de amizade, solidariedade e cooperação com as organizações femininas e feministas que, em todo o mundo, lutam pela defesa dos direitos das mulheres e pelo reconhecimento de facto da sua dignidade, bem como por um futuro de paz, justiça e felicidade para a humanidade.


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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
A saúde da Mulher - do desejo à realidade

 

 

Estará patente ao público a partir de 1 de Maio e até ao dia 30, no Instituto Português da Juventude (IPJ) em Viseu, a Exposição intitulada «A Saúde da Mulher – do desejo à realidade».

 

Algumas referências na exposição:

• Portugal é o 2º país da Europa com maior número de mães adolescentes

• Lista de espera é 10 vezes superior à de Espanha. Tempo médio para primeira consulta aumentou de 2005 para 2006

• Desde 2006 mais de uma dezena de maternidades foram encerradas. Em Junho de 2007, 260 mulheres portuguesas deram à luz no Hospital Materno Infantil de Badajoz. Os partos em ambulâncias aumentam exponencialmente.

• A IVG - uma batalha ganha, de ímpar alcance

• A contracepção - a grande conquista das mulheres no século XX

• As queixas de violência doméstica duplicaram em Portugal nos últimos oito anos. Desde 2000, o número de agressões participadas às autoridades tem crescido a um ritmo preocupante: uma média de 11,2 por cento por ano. Segundo publica o Jornal de Notícias, há oito anos a PSP e a GNR registaram 11 162 denúncias, enquanto em 2006 o número de participações atingiu as 20.595.


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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
Quem somos...

 

O MDM é uma organização de mulheres ligado à luta pela plena integração e emancipação das mulheres numa sociedade de paz, justiça e progresso social, liberta da opressão, da exploração e de discriminações.

 

O MDM tem como objectivos fundamentais:

  • Unir as mulheres independentemente da sua opção política e religiosa, na defesa dos seus interesses como cidadãs, trabalhadoras e mães.
  • Promover uma maior consciencialização das mulheres sobre os problemas políticos, sociais e económicos que, afectando a sociedade portuguesa, são fundamento das discriminações sexistas.
  • Denunciar e lutar contra as discriminações económicas, sociais e políticas e a violência na sociedade, na família e no trabalho que atingem profundamente as mulheres.
  • Lutar pelo direito ao trabalho e pela efectiva aplicação do princípio a trabalho igual, salário igual,  pela formação, promoção profissional e cultural das mulheres.
  • Lutar para que sejam criadas condições que garantam às mulheres a possibilidade de conciliar a realização profissional e participação na vida cívica e política do país com a sua vida familiar.
  • Lutar para que a maternidade seja reconhecida na prática como uma função social.
  • Lutar pela aplicação efectiva da igualdade jurídica entre a mulher e o homem.
  • Estabelecer relações de amizade, solidariedade e cooperação com as organizações femininas que, em todo o mundo, lutam coerentemente pela defesa dos direitos das mulheres, por um mundo pacífico e feliz para a humanidade.

O MDM é ,hoje, o Movimento feminista mais antigo no nosso país. Implantado a nível nacional e na emigração, viu no ano de 2004 reconhecido  o seu estatuto de parceiro social, objectivo por que se bateu durante muitos anos. Nessa qualidade veio ainda nesse mesmo ano a integrar o Conselho Económico e Social, que constitui um importante espaço de intervenção.

E acabamos de nascer Ontem Viseu!!!


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