Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2013
Envelhecimento Activo e Solidariedade, com estas políticas?

 

     
O envelhecimento tem aumentado, de forma preocupante, em toda a Europa. Calcula-se que, até 2050, os 27 membros da União Europeia terão mais de 58 milhões de idosos. Para analisar este fenómeno e a sua influência na vida das pessoas e suas relações, com o objectivo de encontrar soluções, a UE proclamou 2012 o “Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações”. Desde logo se anunciaram novas expectativas e novos desafios para o ano que agora terminou.

Expectativas para as populações, pois envelhecimento activo pressupõe manutenção de uma vida saudável, autonomia e valorização do contributo dos mais velhos em benefício da comunidade. Desafios para os governos, forçados a saírem da sua inércia ou da sua política “faz de conta” para, mediante políticas sociais ajustadas, criarem as condições necessárias à participação dos idosos em projectos comuns com os jovens. Portugal aderiu à iniciativa europeia, o que significa que concorda com a promoção dos mais velhos e a integração do seu saber e experiência em actividades úteis a todos os cidadãos.

Mas como seria possível assumir o compromisso, se o governo PSD/CDS-PP pratica exactamente uma política contrária a estes propósitos?

Cortes nos salários e pensões de reforma e nos serviços de saúde, aumento das taxas moderadoras e dos preços dos medicamentos, degradação da qualidade dos transportes públicos e subida dos seus preços e dos passes sociais, aumento dos preços de bens essenciais e das rendas de casa, são as medidas aplicadas pelo governo às populações, o que só tem agravado os problemas do país, com reflexos directos e profundos na qualidade de vida dos idosos. Assim, a adesão aos princípios do “Ano do Envelhecimento Activo” foi apenas formal.

Por si só, o governo não só não alterou nada como ainda piorou todo o contexto de vida das populações e em particular dos idosos. As famílias, sob o peso dos constrangimentos económicos e sociais, renunciam a ter filhos. Os jovens, perante o aumento continuado do desemprego, abandonam o país à procura de novas oportunidades. Estes dois factores contribuem fortemente para o aumento do envelhecimento em Portugal. Em 2011 existiam 128 idosos por cada 100 jovens. As mulheres vivem mais tempo e são em maior número. Em 2011, por cada 100 homens idosos havia 109 mulheres. E por cada 100 jovens havia 152 mulheres idosas. São elas as maiores vítimas da prepotência do governo. O congelamento das suas pensões de reforma, inferiores às dos homens, a ausência ou escassez de estruturas públicas de apoio ou compensações que diminuam a penúria, empurram-nas para a pobreza e obrigam-nas ao isolamento e solidão que vivem penosamente. Mulheres idosas com 65 e mais anos a viverem sozinhas, isoladas, representavam, em 2011, 77,1% da população. As mulheres, que têm maior longevidade, não podem ser condenadas ao abandono, afastadas da vida em comunidade e até morrerem, por falta de assistência.

O MDM denuncia e repudia firmemente esta política abusiva, criminosa e destrutiva da vida dos portugueses, inteiramente seguidora da TROIKA e dependente dos mercados financeiros e que está a conduzir o país à ruína. Há outras vias, outras alternativas potenciadoras do investimento e do emprego e do aumento da produção nacional, no caminho do desenvolvimento económico, social e cultural.

As mulheres mais velhas merecem o nosso respeito pelo muito que já fizeram e pela contribuição valiosa que ainda podem prestar. Mulheres que produziram toda a vida têm direito a reformas, pensões e protecção social dignas. Mulheres guardiãs de saberes e experiências únicas, necessitam de espaços de convivência com gerações de todas as idades, necessitam de participar em iniciativas diferenciadas, de modo a não estiolarem as suas capacidades.


O MDM exige a criação de condições e o desenvolvimento de meios que facilitem a integração das mulheres idosas na comunidade, a fim de continuarem activas, recuperando assim a auto-estima e a dignidade como cidadãs de pleno direito.


O MDM continuará a lutar a seu lado em defesa dos seus direitos e pela procura de soluções que valorizam o papel das mulheres idosas, sem discriminação nem rejeição.


A Direcção Nacional do MDM



publicado por mdm-viseu às 17:34
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