Sábado, 29 de Abril de 2017
MDM aprecia positivamente recente acordo no setor do calçado

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MDM aprecia positivamente recente acordo no calçado, que minimiza discriminação salarial.

Recentemente, ficamos a saber, através da Comunicação Social (que deu grande relevo à notícia), que o “setor do calçado decidiu por fim às diferenças salariais entre mulheres e homens. O novo contrato coletivo de trabalho abrange quase 40 mil trabalhadores de 1300 empresas”- notícia da RTP, de 18 de abril.

O acordo, agora consumado entre a FESETE (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Peles) e a APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos) põe fim às abusivas diferenças salariais entre categorias, valorizando aquelas, onde predomina a mão de obra feminina. Aliás, a consumação da discriminação salarial concretizava-se através de diferentes salários conforme a maior ou menor feminização das categorias (onde se concentrava mais mão-de-obra feminina o salário era inferior).

Este é, sem dúvida, um importante acordo, para acabar com a discriminação salarial num dos setores mais feminizados, cujas mulheres representam mais de 60% da mão de obra que emprega, a que o MDM atribui um significado relevante.

Um significado real, concreto, porque finalmente aplica o direito constitucional da igualdade salarial entre mulheres e homens num setor de atividade muito feminizado, e um significado simbólico porque demonstra ser desejável e possível alargar o princípio de “trabalho igual, salário igual”, a todos os setores de atividade, acabando   com a discriminação salarial, direta ou indiretamente exercida sobre as mulheres trabalhadoras em Portugal.

Não podemos tolerar mais a situação que se vive, no nosso país, onde, em 2016, as diferenças no ganho médio mensal entre mulheres e homens atingiu 21,13%, o que, se tal fosse possível (e o ano não tivesse só 365 dias) obrigaria as mulheres a trabalhar mais 77 dias para atingirem o mesmo ganho dos homens. Mas também não podemos tolerar mais os baixíssimos salários que as mulheres continuam a receber (32% das mulheres trabalhadoras e 19% dos homens recebiam, em 2016, unicamente o correspondente ao Salário Mínimo Nacional e, apesar de serem mais qualificadas que os homens - cerca de 61% dos diplomados com ensino superior - apenas 35,8% ocupavam funções de quadros superiores da Administração Pública, dirigentes e quadros superiores de empresas).

É precisamente a desvalorização salarial das trabalhadoras e trabalhadores da indústria do Calçado que não podemos deixar de lamentar, apesar da negociação do CCT, em matéria de discriminação salarial merecer uma apreciação positiva. Observando a tabela salarial, e conhecendo a situação de grande crescimento económico que hoje atravessa o sector do calçado, fica-nos a sensação de que muito mais era possível ser feito para valorizar o salário das trabalhadoras e dos trabalhadores do setor, uma vez que as remunerações, que foram objeto de alterações, e que se reduziram a categorias da produção, oscilam entre os 559,00 euros e 561,00 euros, pouco mais do que o atual SMN, que é de 557 euros. Ficou ainda sem aumentos grande parte da mão de obra da produção, quadros intermédios e superiores.

O MDM – Movimento Democrático de Mulheres - considera ser o direito ao trabalho, em igualdade, uma condição fundamental para a realização pessoal e emancipação da mulher. Valoriza todas as iniciativas que, na prática, concretizem esses objetivos, mas não pode deixar de recordar que é fundamental intervir para eliminar todas as discriminações de que as mulheres continuam a ser vítimas, ao nível do trabalho, incluindo os baixíssimos salários que recebem.

O MDM tem plena consciência de que, sem o aproveitamento integral das qualificações das mulheres e a valorização do seu estatuto socioprofissional, não é possível o desenvolvimento do País, pelo que continuará a desenvolver a sua ação empenhada de esclarecimento e de luta contra as desigualdades e discriminações que afetam as mulheres, a todos os níveis, na família, no trabalho e no plano social, político e cultural. 

Aveiro, 28 de abril de 2017

MDM - Movimento Democrático de Mulheres



publicado por mdm-viseu às 09:48
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Quarta-feira, 12 de Abril de 2017
MDM-Núcelo de Viseu participa no Programa da CPCJV, "Abril, Mês da Prevenção dos Maus Tratos a Crianças e Jovens"

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 Muitas vezes entendida como um problema apenas entre o casal, a violência doméstica afeta de forma especialmente nefasta as crianças e jovens que a ela assistem. Assistir a violência entre os pais ou familiares com quem habitem é considerado mau trato infantil e compromete seriamente o desenvolvimento das crianças. Por esta razão, as duas associações uniram novamente esforços e recursos para lembrar a comunidade que, atrás das portas, existem crianças a crescer dentro dos padrões de violência, e a quem não podemos mesmo virar a cara. Por serem crianças, por serem o futuro, homens e mulheres.

A iniciativa “Pare, escute e leia: pelas crianças vítimas de violência interparental” está integrada no programa “Abril – mês da prevenção dos maus tratos na infância” da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Viseu e visa disponibilizar às populações das duas localidades informação útil sob a forma de mensagens individuais dirigidas a cada membro da comunidade.

Esta iniciativa é da responsabilidade da associação Ideias Solidárias e do núcleo de Viseu do MDM – Movimento Democrático de Mulheres, que organizam, no dia 20 de abril em Viseu e no dia 22 de abril em Nelas, uma iniciativa no sentido de alertar a comunidade para os danos causados pela violência interparental nas crianças e jovens.

Cartaz_20_abril-_1_.jpg

 



publicado por mdm-viseu às 13:57
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Sexta-feira, 10 de Março de 2017
Viseu na Manifestação Nacional de Mulheres

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   Ao apelo “A Voz das Mulheres pela Igualdade” respondeu positivamente o Núcleo de Viseu do Movimento Democrático de Mulheres, divulgando na rua, à porta de empresas e de escolas os objetivos da manifestação que se vai realizar no próximo sábado em Lisboa, pela afirmação nacional deste desígnio.

   Desafio aceite, depressa os lugares de um autocarro se mostraram insuficientes, obrigando a organização a encontrar solução de transporte em carros particulares.

   À capital política do País, levam os problemas específicos das mulheres que vivem no nosso distrito, reclamando uma vida digna, justiça social, o fim da violência sobre elas exercida, nomeadamente no local de trabalho.

   As mulheres contam para o desenvolvimento do País, sem igualdade não há paz nem respeito por direitos humanos básicos.

   Sem a participação das mulheres, em igualdade, não há democracia.

   Por tudo isto vão desfilar movidas pela força imparável da razão!



publicado por mdm-viseu às 08:52
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Quinta-feira, 9 de Março de 2017
Mulheres de Viseu na Manifestação Nacional de Mulheres

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O Núcleo de Viseu do Movimento Democrático de Mulheres vai particpar na Manifestação Nacional de Mulheres a decorrer em Lisboa no próximo dia 11, sábado.

A Lisboa levaremos os problemas mais sentidos no nosso distrito, daremos voz às preocupações específicas das mulheres.

Poucos são os lugares que ainda não estão coupados neste "Autocarro Feminino" - inscreve-te antes que seja tarde!



publicado por mdm-viseu às 14:22
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2017
Desfile/Manifestação de Mulheres

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 O Núcleo de Viseu vai estar presente - junta-te a nós!

Increve-te em mdm-viseu@gmail.com ou no facebook  https://www.facebook.com/MDMViseu/ 



publicado por mdm-viseu às 21:28
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2016
Mês da Prevenção dos Maus Tratos à Criança e Jovem em Viseu

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 O MDM, parceiro da CPCJ de Viseu na modalidade alargada, apela à divulgação e participação de todas/todos nas atividades que integram o programa do Mês da Prevenção dos Maus Tratos às Crianças e Jovens, dinamizado por aquela Comissão em parceria com diversas instituições de Viseu.



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Sábado, 5 de Março de 2016
Movimento de Mulheres em Movimento

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O MDM vai levar à rua a festa de ser mulher, a luta pelos direitos das mulheres.

Dia 12 vamos fazer uma festa reivindicativa pelos direitos das mulheres uma grande manifestação de alegria, de confiança, de exigência, e de luta das mulheres.
O ponto de encontro, pelas 14:30, é no Cais do Sodré junto ao Rio e termina no Jardim da Doca Seca, onde celebraremos com música, poesia, pintura e intervenções. Cada uma poderá enriquecer esta festa trazendo a sua bandeira, pancarta, etc.
Convidamos as mulheres a erguerem as suas vozes pela transformação e construção de uma sociedade mais justa e solidária, feita de igualdade, respeito, dignidade e paz.
Com alegria, defender e exercer o direito a ser mulher com direitos! 



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Quinta-feira, 3 de Março de 2016
"Na Palestina - Rostos de Mulheres que resistem e lutam" no IPDJ em Viseu

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Núcleo de Viseu do MDM em parceria com o IPDJ promove exposição “Na Palestina – Rostos de Mulheres que resistem e lutam”

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher o MDM – Núcleo de Viseu em parceria com o IPDJ promove a exposição “ Na Palestina – Rostos de Mulheres que resistem e lutam” que está patente ao público no IPDJ de Visei – Piso 1 até 31 de Março.
Esta exposição evocativa do Dia Internacional da Mulher tem por base uma visita realizada à Palestina por uma delegação onde o MDM esteve integrado e que tem como objectivo dar a conhecer a realidade da vida das mulheres na Palestina.



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"Olhar Feminino sobre as Mulheres do Sahara Ocidental" em Moimenta da Beira

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As mulheres do Sahara Ocidental no átrio dos Paços do Concelho

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março), que celebra a luta das mulheres contra todas as formas de discriminação e desigualdades, pela consagração dos seus direitos, o Núcleo de Viseu do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), com o apoio da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, evoca esse dia fazendo deslocar uma exposição fotográfica que chama a atenção para a situação vivida pelas mulheres no Sahara Ocidental.

“Olhar Feminino sobre as Mulheres do Sahara Ocidental”, que vai estar patente ao público no átrio dos Paços do Concelho de Moimenta da Beira, de 1 a 31 de março, resultou de uma caravana de solidariedade ao Sahara Ocidental promovida pelo Conselho Português para a Paz e a Cooperação em Abril de 2009, na qual o MDM esteve integrado tendo visitado os acampamentos de refugiados sarauís no sul da Argélia. Participaram nesta ação duas fotógrafas, Helena Costa e Inês Seixas, que desta forma e em quase 40 registos fotográficos, retratam a vida das mulheres de um povo que luta há tantos anos pela independência.

A história destes acampamentos começa com uma travessia do deserto, em 1975, fugindo da genocida ocupação marroquina. As mulheres sarauís nos acampamentos organizaram-se, potenciaram e desenvolveram as suas capacidades, refletem sobre temáticas do quotidiano.

No cenário frugal e precário que é a sua vida real, estas mulheres são um exemplo da luta das mulheres no mundo. Mulheres que lutam pelo seu dia a dia mas também pelas suas famílias, pelos seus direitos, por um futuro de paz e de justiça.

Por isso, o MDM e a autarquia fazem o convite para a partilha de algumas das impressões desta extraordinária viagem e a conhecer melhor a situação dramática de um povo que, a escassos quilómetros de Portugal, vive há mais de 40 anos num exílio forçado, lutando pelo seu país livre.



publicado por mdm-viseu às 20:46
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Terça-feira, 24 de Novembro de 2015
Dia Internacional de Luta contra a Violência sobre as Mulheres

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Decorre hoje o Dia Internacional pela Eliminação de todas as Formas de Violência exercidas sobre as Mulheres. Assinalar este dia significa dar voz e visibilidade a milhões de mulheres e meninas de todo o mundo, agredidas, espancadas, mutiladas, violadas e assassinadas, naquilo que constitui uma atroz violação dos direitos humanos.

O que está na origem deste Dia? No dia 25 de Novembro de 1960, na República Dominicana, foram brutalmente assassinadas as três irmãs Mirabal, ativistas de direitos humanos por ordem do ditador Rafael Truillo. Essa data passou a ser comemorada todos os anos desde 1981, por organizações ativistas dos direitos das mulheres. Em 1993, através da Resolução 48/104, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Declaração para a Erradicação da Violência contra as Mulheres e designou, em 1999, a data como Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, apelando aos governos, às organizações internacionais e ONG, para organizarem, nesse dia, atividades para sensibilizar a opinião pública para este problema.

Na escola, na rua, em casa, no local de trabalho, nos campos de batalha, cerca de 70% das mulheres sofrem de violência, psicológica, física, sexual ou moral, em algum momento da sua vida. Um quarto das mulheres grávidas é afetado.

Face à realidade vivida no nosso distrito, é importante denunciar a violência que é vivida nas relações de intimidade, mas também aquela que cada vez mais se instala nos locais de trabalho, o assédio moral.

Evocar este dia é proclamar que apesar de a igualdade de direitos entre homens e mulheres estar consagrada na lei, há toda uma batalha a travar contra a cultura de discriminação que permite e incentiva a violência. Um combate que cabe a todos, homens e mulheres, cidadãos comuns. É também um apelo a todos os governos para que cumpram as promessas de acabar com todas as formas de violência a que estão sujeitas as mulheres, meninas ou idosas, nos locais públicos como na reserva do lar.

Com esta iniciativa esperamos contribuir para combater este desrespeito pelos direitos humanos.

 



publicado por mdm-viseu às 23:43
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